Quinta-feira, Dezembro 23, 2010
Testando.
Quarta-feira, Agosto 26, 2009
Em um mundo paralelo...
Fazendo uma matéria em outro prédio da faculdade, com um pessoal de outro curso (Biblioteconomia), fiquei pensando que, uma vez por semana eu saio do mundo em que estou acostumada pra viver em outro que me parece, em alguns aspectos, atrasado. Se alguém aqui faz o curso e/ou discorda de mim, comentários servem para se expressarem, por favor. Não é querendo ofender ninguém, mas é uma realidade tão distante pra mim que eu fico, de fato me perguntando se é eficiente.
A matéria é Usuários da Informação, o que, de fato, deveria ser relevante para Sistemas de Informação - que é o meu curso. Entretanto, quando assisto as aulas, só vejo o ponto de vista da biblioteca (aliás, essa palavra está em todos os lugares por lá), e acabo fazendo minha própria tradução liberal para adequar ao meu cotidiano.
Imaginem vcs como é diferente: os corredores só tem pessoas andando; ninguém parado, ninguém sentado em um canto, ao lado de uma tomada, quebrando a cabeça para terminar o tp (trabalho prático) de AEDS (algoritmos e estruturas de dados - matéria que virou lenda por ser mais uma classificada no "isso não é de Deus"), aliás, não tem tomadas no corredor. Então, as pessoas entram na sala e se sentam em lugares aleatórios. E só. Não tem aquela pressa de correr pra conseguir o lugar mais próximo da tomada! Ok, eu estava segurando, mesmo porque, nesse momento, a professora começa a ligar um computador (em cima da mesa mesmo, não tem nem uma mesinha própria pra ele ali) e a abrir sua aula em apresentação de PPT. Ufa! Achei que não existisse tecnologia ali... Mas então as pessoas começam a abrir cadernos do meu lado e eu volto a me lembrar de onde estou. E o pior não foi isso... Depois de uma aula inteira ouvindo as pessoas falando pura e simplesmete de BIBLIOTECAS, a professora manda 3 textos pra gente tirar xerox. Vcs leram bem? Tirar XEROX, isso mesmo, papel impresso! MeoDeos, eu só fiquei ali absorvendo...
É claro que eu acho que bibliotecas devem ser preservadas, eu mesma sou uma amante irrecuperável de livros, mas daí a fazer um curso superior inteiro, estudar tantas coisas quando a grande maioria vai simplesmente acabar em uma velha biblioteca ou em uma loja de livros? E tantas pessoas fazendo isso quando as bibliotecas estão se extiguindo - entenda-se: tantos profissionas pra um mercado tão limitado e, de certo ponto, saturado?? O mais interessante dessa história toda foi que eles não admitem, em momento algum que o fato de as pessoas não utilizarem mais a biblioteca é pura e simplesmente pela facilidade de se digitar o que está buscando no Google e vc terá tudo que queria - e até que não queria - saber, bem ali, ao instante e distância de um click! É rápido, é prático e é simples. Não que ir na biblioteca seja menos divertido, eu pelo menos me divirto pacas lendo pedaços de livros mais bizarros nas estantes.
Bom, eu realmente espero não ter ofendido nem magoado ninguém com essa idéia, mesmo porque tenho plena consciência de que o curso de Biclioteconomia abrange outras áreas de tratamento e gestão da informação, mas convivendo com os alunos e vendo a que ritmo as aulas e as bibliografias andam, é tudo voltando para a biblioteca em si. Quem não concorda, como já disse, o comentário é serventia da casa!
CII: Ao que parece, no último post, eu não precisaria nem ter postado, era só sugerir o tema e os comentários fariam isso por si mesmos. Agradeço muito todas as palavras, de fato significaram muito pra mim, mas gostaria de acalmar a todas dizendo que não surtei! O post foi só minha veia[negra]cômica falando mais alto. Estou bem e feliz como tenho estado há um bom tempo já, mas, de qualquer forma, obrigada!
Pra quem quer reclamar, comentar, só falar OI ou pedir pra visitar o blog...
Terça-feira, Agosto 11, 2009
You know when you miss somebody...?
Esse poço sem fim de contradições que eu sou... E essa tentação descabida do orkut... "O que os olhos não vêem o coração não sente". E os meus olhos não resistiram, eu fui olhar o orkut alheio. E não pensem vcs que fui visitar profile de ex-namorado ou atual do ex que isso é coisa de passado, e todo mundo é cabeludo de saber que quem vive de passado é museu e vendedor de enciclopédia. EU fui ver o álbum dela, da minha antigamiga. Ohhhh JesusCrime... Morri. Sabe aquela coisa que vc sente quando percebe que foi trocado? Sabe quando vc vê que deveria ser vc ali, agradecendo às declarações de amizade eterna...? Sabe quando aquilo vem lhe dar uma boa bofetada de luvas de seda na face? Sabe quando vc realiza que aquela é a última chamada do presente, é a vida te sacudindo pra dizer: "Acooooorda, miafilhaaaa, que o tempo tá passando e vc taiii, parada!! Pára de frescura e vai arrumar a sua vida que vc não tem mais 15 anos pra ficar de picuinha por caso antigo não!!"
Ouquêi, babes, isso foi um ataque. Mas eu não podia deixar de refletir sobre isso - e claro, deixar de torturar alguém com minhas deduções infelizes. O fato é:estou velha. Nada demais olhar pra trás e ver que vc já tem história pra contar; o fato preocupante é quando vc olha pra frente e não vê quase nada de material do seu passado presente ali na frete. Sim, digo material porque de sentimental-emocional-psicológico, isso ninguém esquece. Mas
vejo que do que passou, eu pouco tenho. Os amigos quase todos se foram, os que ficaram, assim como eu, estão envolvidos com suas vidas. Eu não moro mais no lugar que cresci; por aqui eu não encontro conhecidos na rua, eu não tenho uma história de cada esquina...
Eu olho pra trás e vejo outra pessoa; alguém menos esperta, menos experiente... Menos preocupada, menos estressada. Eu vejo os sonhos dela e eles são parecidos demais com o meu presente; nesse momento eu poderia aproveitar a bofetada pra me sentir infeliz e dizer aos quatro ventos que de mim, nem os sonhos restaram. Mas eu não sou mais do que uma realista engajada, então sou obrigada a admitir que eu tenho tudo aqui. Eu tenho todos aqueles sonhos nas minhas mãos. Eu não posso deixar de sorrir pra quem me estapeou - uma leve vingança, ainda quente - porque a vida me chama pra olhar pra frente, mas me mostra o que ficou pra trás: eu fiz de tudo pra chegar até aqui, então talvez seja tempo de agradecer por ter juntado mais declarações de amizade eterna em vez de ter continuado com apenas uma.
Viram?? Existe satisfação por trás do surto. Ok, ok... Também existe tortura...
Segunda-feira, Agosto 03, 2009
Os livros que nao leio... (ainda)
Ahh... Se minha conta não estivesse tão dolorsa, eu certamente teria feito ela ficar. Passei o fim de semana perdida entre conversas sem fim sobre livros. Livros que li, que não li, que emprestei, que peguei emprestados... Tive vontade de visitar sebos mas acabei chegando a conclusão de que estava mais interessada em livros novos do que em títulos mais antigos - garganta inflamada, dificuldade de respirar e umidade do ar abaixo do nível suportado fizeram mal às minhas vias respiratórias.
O resultado foi um desejo imeeeenso de usar o poder a mim concedido - Cartão de crédito - e me perder de uma vez por todas. Mas me contive (ainda bem... :S ), e fiquei só na vontade mesmo, convencida de que um dia eu ainda vou ler todos. Ou a vontade passa. E eu me consolo, pensando que posso ficar mais rica estudando e trabalhando do que me afundando em dívidas. Mas continuo achando que a leitura, principalmente do SHOPAHOLIC fariam infinitamente bem aos meus impulsos de consumo... xD






Segunda-feira, Julho 27, 2009
Um post sobre o post
Semana passada eu dizia sobre não postar o que tá todo mundo postando. Mas hoje, uma bela de uma segunda de manhã, estou eu aqui, só pra variar, atoa no serviço porque não tem nada pra fazer, rodeada de máquinas, sentindo o ventinho artifical do ar-condicionado, e pensando 1. no que postar; 2. minha cama estaria muito mais agradável. Então pensei que como eu não gosto da modinha, eu não vou, por exemplo, mostrar pra vcs os esmaltes novos que comprei... ¬¬' E já que não vou falar sobre isso, também não vem ao caso comentar que tenho sido parada nos elevadores da empresa por pessoas me perguntando o que estampava minhas unhas... xD [orgulhosa mode: on /]
Seguindo esta linha de raciocínio, também não estou muito empolgada para falar dos filmes que tenho visto. Cada um mais gracinha que o outro. Não que eu incentive a pirataria, mas como já disse por aqui, já que a internet é livre, cada um tem direito aos seus próprios meios. Eu, inclusive, tenho direito de baixar filmes a 1,5Gb aqui no serviço, afinal de contas, wireless em casa não tá rolando muito... -Sabem o melhor de não falar isso no post?? Eu não preciso de retomar o assunto quando me desvio dele, afinal, eu não estou falando dele! xD

Hm... Eu também não estou com vontade de contar pra vcs que comprei a camisa do meu time querido de coração, gastei uma grana com a camisa oficial (que inclusive comprei pra família toda e o namorado ficou emburrado...) mais os ingressos do jogo, domingo, e adivinha? Com 51.000 pagantes no estádio, o time PERDE ¬¬' Da prá crer?!? Aliás, precisa falar que fiquei fula da vida? Não, né? Bom, mas ainda bem que não posto sobre isso...
Terça-feira, Julho 21, 2009
20 de julho
Ok, eu nunca fui de postar o que tá todo mundo postando, então era óbvio que eu não viria aqui no dia do amigo. Não, não foi bem assim... Prá variar, eu não tive tempo. ¬¬' Isso sim é de praxe, enfim... Mas o dia passou e eu refleti sobre o dia que foi ontem.
Esse tal dia do amigo nunca foi muito comemorado por aqui, e pra ser bem sincera, só funciona em blogs e, excepcionalmente este ano, Twitter. Bom, não deixa de promover uma reflexão em mim, assim como tudo mais. Bom, só pra variar, tenho minha teoria sobre amizades, mas é muito simples e pequena; o ponto crucial foi a maneira como cheguei a essa conclusão, que não é, de fato, uma conclusão. Ainda.
Nunca havia percebido algumas coisas até bem pouco tempo; mas a vida inteira, fui sempre cercada de pessoas falsas que se aproximaram de mim por interesse e quando precisei de verdade, foram muitissimo poucos os que estiveram lá por mim. E os que estiveram me surpreenderam muito, principalmente porque não foram os amigos habituais, mas exatamente os que eu só falava de tempos em tempos, os que nunca sairam comigo, os que nem tem meu celular.
A minha principal teoria é a que está no menu: "felicidade não tem limite: eu uso óculos escuros". Dela deriva tudo mais na minha vida. Mas não quer dizer que eu seja uma pessoa inflexível.
Teoria da amizade: Seus amigos estão ai. Cada um pra um momento diferente, todos eles, amigos. As lentes de um óculos escuro não são perfeitas; quando o sol bate, dá pra ver os olhos. Dessa mesma maneira, se o sol bate nas minhas lentes, certamente vc verá meus olhos e quando isso acontecer, uma barreira foi transposta, vc verá verdade em mim.
Muitas pessoas nunca quiseram ver a verdade que existe por tras das lentes. Algumas delas chegarem a iluminar o suficiente pra fazer as lentes ficarem transparentes, mas foram embora antes de ver o que havia por tras. Outras não brilharam o suficiente pra tal. O fato é: as amizades de verdade que descobri, assim como tudo em mim, não são do tipo convencional. Mas me deixam muito feliz.
Eu gostaria que todo mundo tivesse tido a oportunidade de refletir sobre o dia do amigo, sobre suas amizades e sobre os valores que cultivam em sua vida. Minha intenção é sempre essa: reflitam comigo! Aliás, gostaria de dizer obrigado a todos os meus amigos, inclusive quem sempre acompanhou este blog aqui, e foi amigo por msn, do outro lado do pais.
Sábado, Julho 11, 2009
Eu não resisto...
Olá! Ah, gente, eu não aguento, preciso contar... Férias!!! Sabem o que é isso?? Então... Eu toooooo!! Uma semaninha só, mas pretendo usá-la bem! Aliás, com 45Gb de filmes novos no meu hd, é claaaro que serão aproveitadas, né?! E também é claaaro que eu virei aqui contar pra vcs, mas enquanto ainda não tenho o que contar...
NOVIDADE!
Eu, como boa estudante de informática que sou, precisava vir mostrar pra vcs minha mais nova aquisição (gratuita, o que é melhor ;D ). Essa semana, meu pobre e abusado Widows Vista teve o tão temido "erro fatal da tela azul" [risada maléfica]. *medo* Sim, me cansei dele, deixei morrer. Mas tudo bem, babies, um adesivo no parte de trás do meu notebook é, no mínimo, um gato de infinitas vidas. Sabem o que fiz?? Instalei o Windows 7. Lindo, mara! Por enquanto não tenho nada a reclamar. Pra quem gosta do Vista, vai rolar um ciumes báááásico, afinal, somos mulheres, nos apegamos... Mas tudo bem, é como namorado: a gente se acostuma muito fácil com o novo. E pra mostrar que essa parte de se acostumar com o novo é ótima, postarei motivos pra vcs também aderirem:




Quinta-feira, Julho 02, 2009
A long way back home
Mudei; voltei.
Sim, queridas amigas. Senti muita falta de todas, mas eu precisei de todo esse tempo para colocar minha vida em ordem. Quando saí abandonei este blog, tinha um coração triste, muitas mágoas, e pouca disposição para levar. Eu vinha alimentando toda essa depressão postando momentos mais desesperados, e isso não fazia bem a mim. E nem a vcs, que merecem muito mais dessa que vos fala.
Por isso mudei. Mudei de casa, mudei de personalidade, mudei de vida. Percebi que não posso ser feliz esperando apenas que a felicidade aconteça. Eu pus a cara do mundo e ele sorriu pra mim. Estou feliz! Faço estágio e faculdade, o que ocupa meu tempo, e também tenho ocupado meu coração. Eu encontrei alguém pra somar.
Minha casa está linda! Vcs devem lembrar do FAVORITO... Ficou lindo! Meu quarto está perfeito, do jeito que eu queria. Infelizmente mudei na mesma semana que comecei a trabalhar, então ainda nem curti tudo, mas acho que não vou cansar daqui nunca, é o melhor lugar da terra!
Bom, preciso confessar a vcs que não pretendia voltar hoje, mas eu tenho tido uma imeeeensa necessidade de postar, de visitar os blogs de vcs... Fui um tanto quanto desnaturada, nem voltei pra ver como estavam. Portanto, este lay é temporário, até eu entrar de férias (o que deve ocorrer amanhã) e ter tempo para terminar o projeto que fiz. Ficou lindo, mas tá dando trabalho pra colocar no ar. Mas ele vem!
Fotinhas do Favorito:
Segunda-feira, Março 23, 2009
Moving on

Domingo, Março 15, 2009
Eu e meus óculos escuros
'Felicidade não tem limite: eu uso óculos escuros.' Eu tenho certeza disso. Quando eu uso óculos escuros, ninguém pode ver meus olhos.
É um pouco óbvio que a teoria dos óculos escuros tenha tuuudo a ver com o que eu penso sobre os olhos. Na verdade, os dois conceitos se confundem, e eu sempre tentava separar. Mas depois dessa repensada sobre tudo, estou começando a confirmar o que eu já desconfiava: o bonito da vida é ser como é, deixar tudo crescer ao seu molde particular. Por isso o bonito dessass teoria é que elas são confusas, assim como eu; mas é exatamente aqui que mora o eterno mistério de ser quem sou.
Os meus olhos não mentem. Eu faço mil caras e bocas, mas eles estão sempre lá, me traindo. Então eu escondo. Um bom óculos esconde um olhar de dúvida, um sarcarsmo bem disfarçado ou uma lágrima teimosa. Eu uso óculos e ninguém nunca sabe o que se passa aqui; tudo fica escondido em um véu transparente e quem vai duvidar do meu sorriso? De óculos, eu estou feliz sempre. Mas eu não escrevo esse blog de óculos.
Eu também não me engano. Eu não uso as lentes pra enxergar uma realidade; não ignoro os fatos com a boa e simples desculpa de que não vi. Mas, infelizmente, óculos não são um acessório exclusivo feito sob medida só pra mim. Acho que as pessoas não sabem a hora de tirá-los. Tem gente que continua vendo a vida por uma lente, mentindo para os outros e pra si mesmo. Eu chamo isso de Teoria dos óculos, mas no popular, isso chama hipocrisia.
Existe um quê de novo em mim, mas uma parte ainda está aqui. É mais fácil dizer que ela está de volta. Eu refiz - 784 vezes - meus planos e percebi que eu não sou muito mais do que sempre pensei que fosse. Eu sou quem sempre fui: divertida, espontânea... Eu só quero ter um emprego phoda (com o perdão da palavra), comprar um Ômega com motorista pra minha mãe, uma ilha com meu nome, morar num apartamentozinho bacana, com um cara que me tenha admiração profunda, um pé de laranja e um cachorro que chame Dude The Guy. Não é muito, mas eu estava deixando o mundo levar esses sonhos de mim.
Vc não pode sonhar seus sonhos e deixá-los voar. É preciso sonhá-los se agarrando neles, pra que ninguém os tire de vc.
Ok, todo mundo sabia que eu não ia ficar calada por muito tempo...
Segunda-feira, Março 09, 2009
Tempo de silêncio
Mais uma vez as palavras me fogem. Deixar a vida passar às vezes nos torna um pouco insensíveis. As pessoas me dizem que eu devia ser mais flexível, mas tudo que eu quero - tudo que posso exprimir de mim mesma - é a necessidade urgente de sumir daqui. Sumir de mim mesma, de me abandonar e me perder. "É preciso se perder pra se encontrar": eu estou perdida, mas não de mim; estou perdida da vida. Agora eu preciso me esvaziar de mim, refazer os meus conceitos, repensar minhas teorias, recriar meu eu.
Eu não pensei que, com minha pouca-idade, veria o dia de me refazer do nada. Eu era o castelo de areia: a onda veio e dissolveu tudo. Por isso agora eu quero ser a onda; ela vem trazendo muitas coisas, e depois que vai, também leva muito. Eu não preciso destruir os lugares por onde passar, mas posso fazer com eles o que essa onda de coisas ruim fez comigo: repensar.
Agora não é mais tempo de falatórios intermináveis. É tempo de se perguntar, de refletir. É tempo de me olhar de fora, com olhar mais cru. Eu penso se é hora de olhar para o chão onde piso, ou se é hora de levantar a cabeça e olhar o futuro. Mas, definitivamente, não é, nunca foi e nunca será tempo de olhar para trás. Não há que se arrepender, mas também não há que se lamentar; o que já passou ficou em seu devido lugar: não há lugar para o passado.
CII*: Desde que ganhei o note, os posts vinham sem "ç" porque eu não sabia onde ficava. Se colocava o teclado em português, tinha o danado mas não tinha interrogação; se colocava em inglês, ficava sem tal danado. Por acidente, descobri - depois de mais de um mês - onde fica o ç. Tava fazendo falta... --’
Comentário Infeliz Indispensável - eu não dispenso um.
Sexta-feira, Fevereiro 27, 2009
Castelos e ondas
A vida segue sempre seu rumo. Não importa o quanto vc deseje parar o tempo, é inútil se segurar às coisas que acabam, e a felicidade é uma grandeza finita, hoje sei. Se vc quer ser otimista, pense que tudo passa; mas eu estou sempre tendendo para uma visão mais pessimista da vida, então acho que a tristeza é constante, companheira fiel do tempo.
Eu também percebo que muitas vezes eu me pego classificando o tempo de grande vilão da história, mas no fundo, eu vejo que eu também sou vilã: eu sou como o tempo. Todos somos. Porque estamos sempre passando. Eu então, estou passando sempre; eu sou de-passagem. Mas não é tão bom assim: o meu espírito não é tão livre como eu pensava. É o mesmo que caminhar sobre a lama usando um vestido longo branco: eu posso caminhar olhando pra frente e pisando leve, mas não posso me enganar fingindo que minha roupa não está suja. Nós podemos ignorar, mas quando passamos, as marcas ficam. E tem gente que marca demais.
Tinha pra mim que as marcas eram sempre boas, porque eu podia sempre, no mínimo, aprender com o que passou. Mas a dor talvez não ensine. Talvez a dor apenas me deixe mais cautelosa, para não deixar doer de novo. Porque eu não aprendo; e dói de novo. Eu me pergunto se, com o tempo, eu vou me acostumar que a dor continue ou eu vou ser insensível, vou me igualar ao tempo, que passa sem se preocupar com o que fica para trás.
Então o tempo é vilão? Acho que ele não é classificável. O tempo que me trouxe felicidade também passou; o tempo que permitiu a tristeza voltar também se vai. Mas ele leva tudo. Então talvez não seja tão inteligente passar a vida cosntruindo castelos de areia; agora eu quero ser a onda que leva tudo.
Aiai... Mas o carnaval podia durar o ano todo, neah?! Eu provavelmente precisaria de um estômago, um fígado e um bom corretivo de pele novos, mas que se importa? Afinal de contas, o ano só comeca mesmo depois do carnaval (e é por isso que eu amo ser brasileira - hahaha) e semana que vem comeca a luta.
Sinto informar-lhes que o tom dos posts ficará um pouco mais melancólico e eu vou comecar a me fazer perguntas - retóricas ou não - existecialistas e chegar a conclusões exasperadas em meio a teorias bizarras. Quem não gostar dessas cretinices, por favor, continue passando, nem que seja pra pedir pra visitar seu blog, assim eu não me esqueco que nem todo mundo é anormalmente catastrófico como eu. Tenho uma ligeira sensacão de que esse semestre não será o que se pode chamar de divertido, então é bom falar da minha mente e não da minha vida. Ok, exagerando de novo, todo mundo sabe que, nem que eu queira, eu vou conseguir ficar parada por muito tempo, mas acho que meu tempo de reestabelecer prioridades chegou.
Mode 'estabelecer prioridades': On. Here we go!
*Hoje eu estava disposta a contar as loucuras anônimas do meu carnaval. Quer saber? Pergunte-me! Haha
Quinta-feira, Fevereiro 12, 2009
Memórias e saudades...
Pode ser que a TPM atual esteja me deixando mais dramática do que o comum, mas eu jamais dispensaria um drama e ontem eu encontrei um que valesse a pena. Eu tenho almocado essa semana toda num restaurante do lado da casa de uma das minhas avós. Inevitável não passar para dar um alô que seja, neah?! Enfim, quando estávamos indo embora, lá do portão, eu me virei e ela estava parada na soleira da porta com um sorriso tão bonito no rosto já velho e cansado, dizendo adeus .
É claro que esse momento não deveria ter nada de tão meloso assim, ela está bem, e já a vi depois disso. Mas o que tornou aqueles segundos tão importantes foi ter plena consiciencia de que ele se tornava um daqueles momentos que vc guarda na lembranca. Naquele mesmo segundo, eu tive certeza de que, não importa quantas vezes eu ainda verei minha avó, todas as vezes que alguém mencionar algo que me lembre ela, invariavelmente, eu vou ter aquela imagem na minha mente.
Isso me deixou pensando por boas horas até que eu pudesse realmente concluir alguma coisa: a teoria da saudade. Eu acho que a saudade sempre existiu e sempre vai existir. O princípio disso é muito básico: o tempo. Desde que se considere a passagem do tempo como inevitável - o que, de fato, é - e que se tenha plena consicencia de que não há como fazer ele correr em sentido contrário, embora desejemos com grandes forcas. Em outras palavras, o tempo passa e não há que impeca.
Posto isso, a saudade é quem se torna iminente: há sempre algo ficando para trás. Acho que, com isso, o ser humano se torna o ser mais nostálgico da existencia; nós guardamos lá dentro, uma saudade latente. É como se fosse um órgão a mais, um que não é muito estudado, dado como corriqueiro. Essa saudade fica dentro do peito, fica se escondendo por tras de outros sentimentos, mas não conheco uma única pessoa que não gostaria de ter vivido, pelo menos um único momento de novo. Podem me dizer que, se pudessem, teriam feito tudo exatamente igual. Bom, eu seria menos imprudente e diria que teria mudado boas coisas, mas não me entristeco que as coisas foram do jeito que foram. Não vale uma vida de lamentacoes.
Mas é, de novo, o tempo, o grande vilão da história. E talvez eu tenha descoberto o único e real companheiro do tempo: a saudade. Essa sim, o acompanha. Os outros sentimentos se apagam, se esquecem, se misturam, se confundem, se perdem. Assim como a única coisa que sobra do fogo são as cinzas, a única coisa que resiste ao tempo é a saudade. E as memórias. Como as memórias que tenho: minha avó, na soleira da porta, sorrindo e se despedindo.
Quinta-feira, Fevereiro 05, 2009
Amores fáceis.
Passeando por blogs eu achei uma coisa interessante, sobre a qual eu não canso de falar... Ai, o amor! Mas não exatamente o geral sobre esse sentimento; uma coisa mais específica.
Eu sempre tive teorias pra um monte de coisas. Teorias malucas, idéias que ninguém mais poderia ter, não porque eu subestime todos, mas porque nem eu sei o que passa pelos ventos da minha cabeça. Bom, depois disso, eu realmente mereça algumas alcunhas por ai...
Mas quem já parou pra pensar que o que cada experiencia que vc, e só vc, teve pode alterar permanentemente suas visões do mundo? Bom, da janela do meu quarto, o mundo parece permanentemente com o esquema de cores desse blog: branco, rosa e marcadamente cinza. Não que eu seja pessimista em alguns detalhes, mas todo mundo tem um momento de bad, neah?
Me envolvendo com a apresentação dessa teoria, como tudo muda, eu não tenho vergonha de dizer que o que eu penso muda tanto... E digo, ainda, que sou uma pessoa de amores vários e variados. E explico. Eu posso amar pra sempre, posso amar por alguns meses, posso amar por apenas um minuto. Posso amar impreterivelmente, e também posso dispensar amar em algumas determinadas situações.
Ainda agorinha eu dizia a alguém que 'bom ou ruim, tudo passa'. Mas, passa o amor? E se amei alguém que já se foi, ou se amei alguém intensamente, mas com a mesma intensidade esqueci, então o amor é volúvel como qualquer outro sentimento? Acho que as minhas perguntas retóricas me dão mais material para continuar mudando minhas teorias. A verdade é que o amor, mesmo que seja tratado com tanto cuidado, também é um sentimento; assim como o ódio ou o perdão, tudo está sujeito à ação do Tempo. Chame esse tempo de Deus, de Destino ou faça seu mapa astral, o fato é que seus dias passam, sua idade aumenta e as experiencias que vc teve na vida te levam a conhecer vc ou a se tornar um completo estranho pra si mesmo.
Pensando assim, eu manipulo uma parte dos meus sentimos, com certeza. Se posso dispensar algum sentimentozinho, também posso expulsar alguns trojan's da minha vida e não sofrer por isso. Mas o sofrimento também é um sentimento e, como tal, inevitável. Eu posso me entupir de chocolate, ler 30 livros em uma semana, manter toda minha atenção distante do fato que me encomoda, mas, definitivamente, estarei dopada, abreviando dores que virão me cobrar serem sentidas, mais cedo ou mais tarde. Então, por que evitar amar? Por que ter medo de gostar sem medidas, de divulgar seus sentimentos? Quer dizer, ninguém pode te julgar instável só porque vc aproveita seu tempo da maneira que melhor lhe convem.
Eu me recordo de ter pensado, perto de algum cemitério, que sendo intenso, eu me perderei na tristeza mais profunda, mas só assim conhecerei a maior felicidade. Eu realmente prefiro sentir de tudo.
*ICI (Idispensável Comentário Infeliz): que lugazinho eu fui arrumar pra inventar mais uma teoria mirabolante, neah?! Vai ver por isso eu penso coisas tão doidas...
Quinta-feira, Janeiro 29, 2009
Procurando palavras
Já faz algum tempo que eu não encontro as
palavras que tenho buscado. Eu encontro em palavras de outras pessoas, em outros blogs, mas elas não são minhas, não saem de mim. Eu nunca pensei que fosse tão difícil encontrar o que eu realmente gostaria de dizer. Não que isso sempre tenha sido um problema; eu raramente expresso o que estou sentindo de verdade, mas minha manipulação de sentimentos é assunto para outro post. Hoje, voltando do enterro do pai de um amigo próximo, eu comecei a pensar em um conceito que normalmente eu evito, é um pouco depressivo... Mas é necessário que pensemos sorbre isso.
Hoje eu entendi o verdadeiro significado do fully satisfied; eu olhei pra tudo que eu já vivi e pensei em tudo que ainda falta pra viver, e percebi que eu nunca vou estar plenamente satisfeita... Sempre vai haver alguma coisa indo errada e eu, complicada do jeito que sou, sempre vou me sentir triste pelo que tá faltando em vez de esquecer isso e me alegrar com o que já tenho. Depois de tanta frustração, eu posso dizer que aprendi a lidar com as situações em que as coisas não saem exatamente do jeito que esperei, planos B fazem parte do meu cotidiano. Mas então eu começo a me perguntar sobre o que, de fato, estamos buscando.
Já conclui, há muito tempo, que felicidade não é futuro. Decidi que não vou viver em função de construir uma felicidade, eu vou ser feliz agora. É claro que quando digo isso, não estou me tornando uma irresponsável inconsequente, tudo que faço tem consequencias medidas, e posso assegurar a qualquer um dos meus planos a curto, médio e longo prazo estão, pelo menos, dentro da lei. Bom, claro que eu não vou contar pra ninguém que dentro desses planos eu também conto em ser doida uns dias, sumir, dar dor de cabeça pros meus pais, quase morrer e sair inteira... E voltar pra casa com um sorriso do tipo "agora eu posso morrer, porque já fiz tudo que precisava..."
Seguindo essa linha de pensamento,não seria necessário um amanhã. Quer dizer, não seria necessário. Mas eu preciso. Preciso de um dia a mais. Um dia pra tentar de novo, pra fazer tudo funcionar mais uma vez, um dia pra consertar meus erros, pra amenizar os estragos que causei, pra sorrir pra quem viu minha lágrima, pra chorar no ombro de quem me quer por perto. Eu preciso de mais um dia, só mais um dia.
Pra ser bem sincera, chega a ser até desesperador a fome de amanhã que eu tenho, eu quase não durmo pra esperar. E o mais contraditório disso tudo é que mesmo quando eu não quero ver mais nada, quando eu quero que o mundo acabe naquele minuto, eu fecho os olhos e espero, eu sei que vai passar; eu sei que vai ter mais um dia pra mim.
Acho que não consigo dizer mais nada... Eu sei que preciso escrever, eu sinto essa necessidade. Eu tenho me flagrado com a caneta na mão e as palavras presas na minha cabeça, praticamente sem permissão pra sair... Eu estou feliz com as coisas boas que tem acontecido, mas o fully satisfied me encomoda demais ultimamente...
Bom final de semana! Beijinhos!
Quinta-feira, Janeiro 22, 2009
Eu continuo sendo relapsa...
É... Entra ano, sai ano e eu continuo com as prioridades erradas... Tudo bem, estou exagerando (entra ano, sai ano e eu continuo exagerando...), mas eu já deveria ter voltado aqui. E teria voltado não fosse um querido presente de natal ter desencadeado um vício repentino; sim, eu também estou fixada na série Twilight. Eu vi o filme 3 vezes no cinema em uma única semana. EU li o primeiro livro 2 vezes e não consegui me segurar e esperar para ler os livros seguintes da forma tradicional (já estou quebrada do carnaval - que é só mês que vem =/ ). Encontrei na net, baixei e li. No pc. Na raça. Para as desesperadas como eu, tá ai os livros com respectivos downloads:
Domingo, Dezembro 28, 2008
Pessoa relapsa
Olá, meninas!! Não foi bacana entrar em hiatus não anunciado, eu sei. Mas não tive escolhas, estive ocupada demais... Aliás, é incrível que
minha vida fique tão agitada justamente quando eu não tenho compromissos diários, como faculdade ou escola. Aquele professor que desencadeou
o post passado esteve na tv ontem, no Jornal Nacional pra dizer o exato comentário que causou antecedeu a divulgação, por parte dele, do dado
que me revoltou tanto. Tudo bem, estamos em uma democracia; além do mais, ele é phoda o suficiente para ir à televisão, eu não.
E falando em phoda... Fui indicada para um estágio bacana no começo deste mês. Era uma daquelas oportunidades únicas que vão demorar a
aparecer de novo. Mas para consegui-lo eu tinha que aprender uma matéria complicadinha sobre a qual eu só serei introduzida no terceiro
período e, em minhas andanças pela net, eu pouco havia visto algo a respeito. Resultado? Não consegui concluir o trabalho por falta de tempo,
de suporte e uma didática que auxiliasse a por em prática. E ninguém falou mais no assunto. Tudo bem, eu tenho paciência para esperar outra
oportunidade...
Mudando de assunto...
Falemos de coisas boas! E o natal? Eu queria ter passado em blog por blog pra desejar boas comemorações, mas acho que nem preciso explicar
que não tive tempo, né!? ;D Mas prá não perder o gostinho, eu vim deixar fotinhas pra vcs do meu natal, que foi ótimo!!! Vamos a elas:
Quinta-feira, Novembro 20, 2008
Lixeiros ou escritores?
Cumprindo uma promessa que fiz a alguém próximo
Segundo um professor radical da minha faculdade, e pergunto se vc sabia, que todos os meses são produzidos, mundialmente, um tera - isso mesmo, um terabyte de "lixo" (entenda-se coisa feita por gente atoa)? Provavelmente não, né?! Outra coisa que vc também não sabia é que esse "lixo" ao qual ele se referiu significa blog. Se vc não caiu nessa página por engano e/ou se leu até aqui, então certamente vc discorda veementemente do meu professor; então, argumentemos.
Também acho que muita gente não sabe que a internet surgiu nos EUA depois do lançamento do Sputinik da União Soviética. A intenção era criar uma rede de tecnologia no país que pudesse servir de meio de comunicação entre os mais importantes centros de pesquisa universitária com o Pentágono. Entretanto, a sua linguagem era muito complicada e logo surgiu uma coisinha que todos nós conhecemos - e nos divertimos com isso - o e-mail.À partir dos anos 80, surgiram servidores que puderam estabelecer conexão para dentro da casa das pessoas. Depois disso, a gente já sabe o que aconteceu.
Depois disse tudo, coloco que a internet é livre. Se o serviço de provedores é vendido a preço de banana e há até quem ofereça aparelhos eletroeletrônicos pela assinatura de um contrato de prestação de serviço, será que alguém pode me dizer COMO alguém pode chamar qualquer coisa produzida na internet de lixo?
A afirmação acima já seria, certamente, suficiente para por fim à discussão, mas continuo. Além de ser classificada como meio de comunicação, a internet também é meio de informação. E faço questão de usar o clichê famoso: vivemos em uma democracia. Vamos buscar informação aonde bem entendermos e criar informaçãos do jeito que melhor nos convêm. Dessa forma, posto que, assim como meu professor é livre para considerar lixo o que quer que ele resolva que seja, também somos livres para criar até 2 teras de blogs por mês.
Aliás, já que a fonte dele era uma fonte 'das sérias', pesquisei bastante pra mostrar pra quem não acha que blog é lixo, que, na verdade, blog é assunto de pesquisas muito sérias. Segundo Glauco Aranha, que possui uma exteeeeensa lista de graduações, pós-graduações, mestrados e doutorados, e suas graduandas, "a princípio considerados,principalmente, como diários virtuais de adolescentes, esta forma ganhou novos contornos a partirda agregação de recursos específicos que incrementavam seu grau de interatividade.(...)A transformação do leitor em um leitor-interator impõe à sua leitura uma demanda pelo feedback, portanto por uma produção de escrita. Como destaca Cinthya Santos (2002), o gesto de leitura produzido na web implica um gesto de edição e de montagem singular."
Em resumo, se antes a classe que se orgulhava de dizer que livros serviam para
apoiar o copo na escrivaninha sem manchá-la, não gostava de leitura, hoje, com a propagação, não só do blog, mas do famoso MSN, (do qual não dormimos ou saímos sem ao menos conferir quem está on), somos todos obrigados a nos tornar leitores em potencial. Os blogs não só estimulam a leitura, mas também a arte da escrita. Nós, blogueiros e blogueiras, somos todos autores publicados, e em proporção à nossa platéia, renomados!
E para fechar em grande estilo:
Segunda-feira, Novembro 10, 2008
Mais uma daquelas
Olá, meninas! Desculpem o sumiço, mas faculdade é um egoísmo exagerado: eles (os professores) me querem só pra eles, fazendo tudo o que eles querem, não sobra tempo pra mais ninguém. Humpf, vida injusta! Mas pelo menos consegui voltar.E falando nisso, voltei com algumas idéias...
Se tem uma coisa que eu gosto de valorizar são as datas especiais. São dias importantes, coisas que não devem passar e, branco. Uma dessas é aniversário. Sempre faço questão de ligar, mesmo que não dê pra passar ou pra encontrar para comemorar. Pra mim, isso é sinal de carinho e consideração com as pessoas.
Tudo bem que tem gente que não lembra. Tem gente que não liga pra isso (o que não os impede de agradar um ser tão fácil-de-ser-agradado quanto eu) e tem gente que liga só para o seu. Mas o engraçado mesmo é o grau da proporção que essas coisas tomam. São 3 os comuns:
3°) Já percebeu como as pessoas tem facilidade para esquecer seu aniversário mas ninguém nunca esquece de ir na sua - entenda-se 'quando é vc quem paga' - festa? Aceitável
2°) Se vc chama para comemorar em algum lugar, cada um a seu bolso, alguns vão, mas ainda existem os que te encontram um mês depois e dizem que se lembraram no dia mas por um motivo (sempre trágico ou infeliz) não puderam ir. Duvidável
1°) Se esquecem de verdade do seu aniversário e se vc cobra alguma coisa, dizem que neeem se lembraram porque não ligam pra isso. Magoável. Não tem maior falta de consideração.
Então, prá variar, todo mundo já percebeu que meu níver passou em branco pra muita gente. Mas, felizmente, quem se lembrou fez o dia ficar tão especial (sobretudo alguns que me surpreenderam) que passou meio no 'deixa prá lá' quem não ligou.
Por isso, me lembrei que aqui no blog não tem a data do meu níver e por isso estou contando agora que resolvi comemorar meu níver com quem se lembra de mim muito frequentemente. Isso mesmo, vou fazer festinha aqui no blog! Vai ser domingo, dia 16, as 9 horas! Desculpem ser de manhã, mas é a única hora livre que terei... O convitinho tá aqui, ó:

Segunda-feira, Outubro 20, 2008
Eu continuo falando demais...
Antes de mais nada, esclareço certo comentário do último post: não conto detalhes da minha vida porque tenho plena consciencia da responsabilidade blogueira. Explico: somos todas responsáveis pela influência que nosso post exerce sobre nossas visitantes. Logo, não que eu seja "desviada" do caminho certo, mas nunca escondi de ninguém que sou amante da vida bandida (entenda-se: baladeira de plantão). E de vez em quando a gente faz coisas que não vêm ao caso simplesmente, assim como não vem ao caso contar. Explicado, e dou fé.
O primeiro amor...
Ah, gente... Tem coisa mais bonita que o primeiro amor?! Estou acompanhando um através de um blog amigo. Fiquei derretida, me lembrei de tanta coisa... Que resolvi contar algumas.
Coração batendo mais forte, risinhos quando o nome dele é citado, timidez, troca de olhares... Ah, como era bom ter 12, 13 anos... Até os 15, eu tive váááários primeiros-amores. E não se assustem! É um tempo mágico, de descobertas e realizações. São ho-ras de conversa por telefone com a melhor amiga, todas elas falando dele... A gente passa a noite sonhando acordada, imaginando o dia que ele ia roubar o primeiro beijo... E passa a se arrumar mais, fica mais vaidosa... Incrível como ficamos mais dispostas, até mesmo pra fazer coisas que não gostamos. E as vezes pára por aí. Daí ele fica com sua melhor amiga (visão pessimista, mas acontece...) ou vai embora. Ou o ano acaba, você se muda, ou descobre que ele já tem namorada...
Ou ele vem falar com você! Meu Deeells, o que fazer!? Suas mãos ficam geladas, você treme da cabeça aos pés, seu rosto queima, você quase não consegue falar e quando fala, diz tudo atropelado, sem ponto nem vírgula e pronto: você pensa que agora ele te acha uma idiota. Depois de um tempo, descobre-se: ele estava tão, ou mais nervoso que você! E acredite: ele estava tão nervoso que não percebeu que você também estava. Uffaaa!! Depois disso, a gente vai acostumando: já sabe o que fazer com as mãos na hora do beijo (que já não é mais atrapalhado como o primeiro), vira o rosto pro lado certo... E, permitam-me a indiscrição do comentário, não fica com vergonha se certas coisas saem do lugar (se é que vocês me entendem. Aliás, pra quem não entende, melhor mesmo que continue sem entender, porque depois que você entende, passará a ter problemas...). Mesmo porque, com o tempo, fica engraçado como eles ficam desconcertados e depois fica normal, depois vira motivo de orgulho, depois fica convidativo e é melhor parar por aqui... ;D
Aiai... Depois disso tudo, você só pode dizer uma coisa: "O amor é lindo, não?!" E ai de quem não concordar... Mas depois de tantas coisas passadas e vividas, snto-me na obrigação de alguns conselhos.
1)Não liguem! A menos que você seja uma garota convicta - se você for aquela garota romântica que sonha com o príncipe encantado, como eu era, espera: se ele te ligar, vale a pena, se não... Deixa prá lá, semana que vem você já se apaixonou denovo por outro ainda mais gatinho! - Mas não esquece de dar seu número pra ele... ;D
2)Não se renda de primeira. Se vc demonstrar que é apaixonadinha por ele logo na primeira conversa e ele não for um cara legal, acredite: ele pode te fazer sofrer. Mas se ele for um carinha bacana, não vai desistir na primeira, né?! Então, amiga, aproveitaa! Porque, muito provavelmente, uma coisa bacana entre vcs vai acontecer. DETALHE: não tenham medo de sofrer ou de fazer alguma coisa errada; sempre haverão desamores na nossa vida, e o melhor é aproveitar enquanto é tempo. Se vc souber seu limite, as coisas que dão errado raramente serão difíceis de serem superadas ou contornadas.
3)Aceite que, se não aconteceu, é porque não era para ser. E leve isso na boa, porque vc ainda vai jurar de pés juntos umas trinta outras vezes na vida, que ele é o amor que vc sempre procurou...
Manual das garotas malvadas
Agora, se vc é como eu, amante da vida bandida, "yo-ho, amigos, bebei!". Também há regras. A primeira delas? Não se apaixone por mais do que uma noite. Aliás, de preferência, não se apaixone nunca! Caia fora quando ele disser que te ama, nunca dê o número certo do seu telefone, diga que vai ao banheiro quando ele te propor uma saída amanhã e não volte! Dê as costas ao cara que te cobra por onde vc esteve: esse certamente é o terror das bandidas! E, salvo em pouquíssimas ocasiões, deixe ele pensar que é o cara. Ah! E se ele realmente for o cara, seja confiante: vc pode fazê-lo cair no seu jogo mais fácil do que ele pensa; e quando isso acontecer, caia fora! Ou ele vai fazer de tudo para te tirar do mercado bandido!